Espaço para sentir o tempo

Casa GGL

2015 – 2018

concluido

490 m²

São Paulo

A Casa GGL, localizada na cidade de São Paulo, foi concebida para um jovem casal e implantada em um terreno estreito e profundo, de 10 × 30 m, com o objetivo de otimizar ao máximo sua utilização. O volume superior surge como uma releitura contemporânea das casas tradicionais: seu telhado em duas águas dialoga com a linguagem das residências vizinhas. A fachada em perfis metálicos, revestida frontal e posteriormente por placas de alta pressão, assegura maior durabilidade ao conjunto.

Partindo de um contexto preexistente, o projeto buscou reinterpretar o novo dentro do familiar. A arquitetura combina elementos clássicos e modernos, resultando em uma estética equilibrada entre beleza, funcionalidade e conforto. O extenso programa distribui-se em três pavimentos, além do rooftop.

No térreo, organiza-se a área social. Um bloco rebaixado, revestido por tela metálica expandida, concentra a cozinha e a área de serviço. A sala de estar, aberta para o jardim, tem pé direito generoso, possibilitando a vista da copa das árvores do terreno adjacente. Um volume independente abriga a área gourmet e a sauna, preservando a leitura do volume principal e destacando o pavimento superior. A cozinha conta com portas que correm em trilhos e pivotam, permitindo isolá-la completamente de acordo com a necessidade. A iluminação da bancada é resolvida por um forro tensionado, criando um efeito leve e contínuo.

Na parede de divisa, uma empena de concreto aparente recebe a escada metálica vazada, que conduz a luz natural proveniente da porta de acesso ao solário até os pavimentos inferiores. A adega, moldada a partir da própria concretagem da parede, adiciona um grau de complexidade a essa empena e reforça o apreço do escritório pelo detalhamento fino. Grandes panos de vidro fazem o fechamento entre os planos horizontais, diluindo os limites entre interior e exterior. Nos muros lateral e posterior, jardins verticais foram criados para criar uma espécie de continuação com a vista do jardim do terreno vizinho.

O volume superior abriga a área íntima, composta por três suítes e uma sala. Nesse bloco, a relação entre cheio e vazio é explorada por rasgos que modulam a entrada de luz natural ao longo do dia. O jardim interno traz a relação com o elemento natural na sala íntima e joga luz  na parte central do pavimento térreo, área que seria mais sombreada por estar próxima à empena cega, assim, a iluminação zenital resolve a questão e ilumina suavemente a área.

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As janelas tipo camarão filtram a luz dos quartos voltados para a fachada lateral, enquanto a suíte principal desfruta da vista para o jardim posterior. O telhado inclinado foi desenhado de forma assimétrica para viabilizar o solário — espaço de contemplação da copa das árvores, onde a cumeeira atinge a altura máxima permitida. A piscina de natação, implantada no recuo obrigatório de 1,50 m em uma das laterais, transforma um espaço antes improdutivo em destaque do projeto, travando uma importante relação com o elemento água em todo o pavimento térreo. No subsolo encontram-se a garagem e a área técnica.

Subsolo
Térreo
Pavimento superior
Solário
Volumetria axonométrica